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    Sua História

    Charles e camilla. o amor é que vai para o trono

    Foi uma luta de mais de três décadas, mas finalmente ele venceu.

    O príncipe? Não, o amor.

    Ameaçado, quase derrotado pela beleza e carisma da primeira princesa de Gales, somados aos interesses da monarquia britânica, o amor de Charles e Camilla sobreviveu por milagre.

    As imagens do casamento, dia 9 de abril, fartamente distribuídas pela mídia, mostraram um casal feliz, elegante e surpreendentemente belo.

    Entretanto, as bodas não garantem um fim aos problemas dos amantes mais famosos desses tempos.

    Pode ser só o preâmbulo de novos pesadelos.

    A história do herdeiro da coroa britânica assemelha-se perigosamente a de seu tio-avô Eduardo III.

    Na década de 30, ele foi obrigado a abdicar do trono em favor do pai de Elizabeth II porque preferiu o amor da americana Wally Simpson, que era linda, charmosa e muito elegante.

    Os impedimentos nem eram tanto pela sua origem plebéia.

    Era educada e culta.

    A maior barreira era sua condição de divorciada, mas o jovem rei Eduardo não hesitou.

    Trocou um império pelo amor.

    Agora, novamente, a linha dinástica da mais real das casas européias pode ficar alterada, se continuar prevalecendo a tradição.

    Que chances teria Charles de ser o início de uma mudança nos costumes? Não se sabe ainda com certeza o preço político da opção do príncipe, mas a possibilidade do cetro passar às mãos de William, o primogênito de Charles com Diana, é real.

    A opinião pública inglesa já disse que não gostaria de ver Camilla no trono, mas também pode mudar de atitude.

    Ela parece ser uma mulher muito persistente e bastante discreta.

    Esperta, declinou do direito de usar o título de Princesa de Gales – que será sempre de Diana -, e assumiu um mais simples, mas igualmente digno: Duquesa da Cornualha.

    Durante anos, a imprensa inglesa, uma das mais sensacionalistas e agressivas da Europa, contrapôs a imagem de Camilla com a de Diana.

    A primeira foi apresentada como velha, feia e vulgar, além de representar uma bomba política.

    Então, não poderia ser princesa e muito menos se sentar no trono.

    A segunda, belíssima, elegante e chic, foi eleita o símbolo do refinamento, deu dois filhos lindíssimos ao reino e, além de tudo, visitava países miseráveis, como a Angola, em missões diplomáticas.

    Como alguém poderia preferir a amante adúltera? Pois o impossível acontece.

    A beleza não é tudo o que se quer e, às vezes, perde o jogo.

    O amor, mesmo enrugado, desglamurizado e problemático, ainda tem chances em nosso mundo, tão escravizado pelo conceito estético.

    Quem não é lindo, graças a Deus, pode ser escolhido, mesmo quando a outra opção for o incrivelmente belo.

    Esta lição é fantasticamente consoladora porque a imensa maioria da humanidade não é lindíssima, não tem medidas perfeitas, e tem direito a ser feliz assim mesmo.

    Junto a essas reflexões, outras chegam e tornam o affaire ainda mais interessante: · Na capela de Saint George, diante de 28 convidados, todos familiares, o casal foi “obrigado” pelo arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, a recitar uma oração, jurar fidelidade e pedir perdão pela vida adúltera que levaram.

    Nada demais se ambos já não tivessem feito isso há anos, mas com parceiros diferentes.

    E quebraram o juramento.

    · O texto lido foi retirado do Livro Comum de Orações, de 1662, e é considerado o mais forte ato de contrição da religião anglicana, oficial no Reino Unido.

    O trecho diz o seguinte: "Nós reconhecemos e lamentamos nossos múltiplos pecados e maldades, que nós, de tempos em tempos, pesarosamente cometemos, por pensamento, palavra e ação, contra a Divina Majestade, provocando muito justamente a ira e a indignação contra nós".

    ·No dia do casamento, uma pequena multidão de fãs de Diana foi ao palácio de Kensington, onde morava, para homenageá-la.

    Centenas de tulipas e ramalhetes de rosas foram depositados diante do palácio, manifestando lealdade.

    "Diana, princesa de Gales, nos lembramos de você hoje, amanhã e para sempre, mas, sobretudo neste 9 de abril", afirmava um cartão ao lado de um ramo de flores.

    "Nunca esquecida, nunca substituída", afirmava outro.

    · Alguns grupos aproveitaram para reclamar direitos civis.

    Os gays não perderam a oportunidade e reivindicaram direito à união civil.

    · Quando os filhos de Charles desceram do pequeno ônibus que transportou todos os convidados ao Guildhall (uma espécie de cartório) de Windsor, houve uma pequena histeria entre as garotas.

    O príncipe William foi o mais ovacionado, pela beleza e juventude.

    · O casamento de Charles com Diana Spencer, em 1981, foi transmitido pela TV a 750 milhões de pessoas.

    As bodas do dia 9 de abril, com Camilla Parker-Bowles, foram assistidas por 9 milhões de telespectadores.

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