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Coluna Carlos Alberto

Casamento: A poesia e as promessas de amor

amor

Poesia , magia e gestos concretos andam juntos. Principalmente em casamento.

            É que a palavra, dita com nobres desejos, transforma em realidade o sonho sonhado.

            E os gestos gestados com respeito e sinceridade molduram momentos felizes.

            Digo isso a propósito de homenagear um dos meus poetas favoritos, Mario Quintana, que sabia como mago desempoeirar as sombras tediosas do nosso cotidiano.

             Há alguns anos ,  num romântico mês de maio, ele escreveu um texto para noivos  que queriam se casar mas sem jamais perder o encanto, a magia da sedução, da paixão e da alegria de viver com quem se ama.

            Ao seu estilo romântico de pensar que “casar pode dar certo”  ele aconselhava que ao invés dos noivos  fazerem promessas  tradicionais, deveriam vivenciar  os votos que se seguem:

            Sobre a individualidade:

-        Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

Sobre dupla identidade:

-        Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

Sobre a maturidade:

-        Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

Sobre a ajuda mútua

-        Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

Sobre a gentileza:

-        Promete se deixar conhecer? Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

Sobre sexo:

-         Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

Sobre respeito:

-         Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

Sobre liberdade:

-         Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

Sobre autenticidade:

-         Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

             Ao final ele completaria:

            Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: Declaro-os maduros.

            Como escrevi a princípio , um casamento feliz requer esta magia de casar a dimensão poética e a dimensão concreta do amor.

 

                                   Rev. Carlos Alberto Rodrigues Alves

                                               pastor e Juiz de Paz

Créditos: Reprodução

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Carlos Alberto Formado em Teologia, Filosofia e Pedagogia com mestrado na área da Educação. É Conselheiro no Conselho Estadual de Educação do Paraná, Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Juiz de Paz e leciona no Curso de Medicina da Faculdade Evangélica do Paraná. Juiz de Paz/ Matrícula 10678 pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

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