Sua História

Um casamento havaiano, aqui nesta outra ilha

Ao contar como foi seu casamento, a jornalista Ana Cristina Lavratti perde o ar profissional que assume todos os dias como apresentadora na Rede de Televisão Barriga Verde, em Florianópolis.

Ainda no day after da lua-de-mel, fala cheia de emoção, como uma mulher apaixonada, sobre a cerimônia civil e a recepção que montou, quase sozinha, para seu casamento com o engenheiro eletricista Márcio Henrique Doniak.

A opção pelo tema - Havaí -, vem de uma familiaridade com a milenar cultura polinésia, extremamente fiel às forças da natureza.

Anos atrás, a caminho do Japão, ela visitou o arquipélago e ficou impressionada com o espírito daquele povo.

Ana explica que a data escolhida para o casamento, alto verão, foi determinante na escolha deste tema, esteticamente muito fértil .

“ Florianópolis também se identifica com uma natureza exuberante, ainda mais em pleno verão.

Como meu perfil e do Márcio tendem ao informal, decidimos priorizar o conforto, não abrindo mão do glamour, é claro”, explica Ana.

“Quando for bem velhinha, ao folhar o álbum de fotografias pela milésima vez, tenho certeza que ainda vou achar linda e elegante a minha festa de casamento”.

Ana organizou quase sozinha uma cerimônia civil, seguida de almoço, para 50 amigos e familiares, no hotel Quinta da Bica d´Água, bairro Pantanal.

Foram seis meses de trabalho, “uma ingenuidade de minha parte”, como ela mesma reconhece.

Ficar atenta a mil detalhes e decidir sobre praticamente tudo foram experiências que ela não repetiria e nem recomenda.

Mas, sua determinação de oferecer uma festa acabou prevalecendo: nem mesmo a mãe e o noivo visitaram o local antes do dia.

“|Todos deveriam sentir-se convidados”, justifica a heroína.

No período de preparação, Ana não esqueceu de nenhum detalhe.

Uma das primeiras providências, ainda em novembro de 2003, foi redigir o discurso que leria durante a cerimônia, em janeiro de 2004.

“Quando acabei a leitura, os convidados ficaram com a certeza de que nosso amor era legítimo”, diz.

“Falei da minha alegria em ter sido escolhida pelo Márcio para ser sua companheira, pelos filhos que vamos ter e pela vida que vamos viver.

Para mim, foi o momento mais importante da cerimônia.

” Mas se a jornalista era inexperiente em matéria de casamento, mostrou saber muito bem como agradar pessoas.

Para ter certeza que tudo contribuiria para o conforto de seus convidados, Ana fez exercícios de empatia.

Colocava-se no lugar deles, imaginava como se sentiriam em determinada situação e decidia com segurança dentro do tema escolhido.

Quanto mais vasculhava aspectos da cultura polinésia, mais opções tinha para sua fantasia.

“Mas fiz questão de assumir uma obsessão bem ocidental quanto ao horário.

Ninguém teve que aguardar nem mesmo as normalmente longas e inconvenientes sessões de fotografia.

Enquanto todos almoçavam, os noivos posavam sem desconforto para ninguém”.

Em seis meses de preparação, Ana personalizou tudo.

Nada foi gratuito ou casual.

O convite foi o relato dos doze meses de namoro, marcados pelas quatro estações, com belas fotos de Lair Bernardoni.

A tradicional lembrancinha, todo mundo vai continuar curtindo em casa por muito tempo.

O CD, com 20 músicas que marcaram a fase do namoro, tem desde Elvis Presley até “Pela luz dos olhos teus”, com Tom Jobim e Miúcha, que tocou na entrada do casal.

Como Penélope, Ana fez pessoalmente cada um dos cinqüenta colares que os convidados usaram .

Ela comprou todas as flores em lojas de R$1,99.

Os enfeites ficavam a disposição dos convidados logo na entrada, com um drinque refrescante de água de coco, oferecido por uma recepcionista em traje típico.

Os jardins do hotel, com 16 mil metros quadrados, acentuavam o clima de festa.

O ambiente interno foi glamurizado pela decoradora Janete Coelho, que usou copos-de-leite, lírios amarelos, girassóis e strelitzas.

A decoradora também caprichou na grinalda da noiva, nos dois buquês e no colar de heras do noivo, que estava confortável em traje informal de algodão branco.

As rosas da grinalda dela traziam alguns dos dez tons de alaranjado, artifício que ajudou a quebrar a hegemonia do branco do vestido.

Era o mesmíssimo que Ana usou em seu baile de debutante, em renda mariscot.

Com bordados de pedras em várias tonalidades de alaranjado, cor do sapato, o visual era completado por brincos e colar de topázios amarelos.

O bolo foi decorado com corações e trazia um porta-retrato confeitado, com foto do casal.

Feito por Conceição Bolos Artísticos, de Florianópolis.

As fotos que a noiva quer curtir muito quando for bem velhinha foram feitos por Marcos Stroch.

Ana ainda teria muito mais o que contar sobre o sonho que viveu no dia 24 de janeiro de 2004 e se prolongou na lua-de-mel pelas montanhas, vales e lagos da Patagônia.

Mas, aí fica para outra vez.

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