
Há três anos fotografando profissionalmente, Ana Corrêa é uma daquelas pessoas que você tem a certeza de que conhece há anos, tamanha é a dedicação e amor pelo que faz e por suas "noivinhas", como ela carinhosamente chama suas clientes. Por isso, não é de se estranhar, mesmo com tão pouco tempo de carreira, que seu trabalho tenha sido selecionado para ser publicado na renomada revista iPhotos. Em janeiro de 2010 Ana teve seu portifolio escolhido para fazer parte desta importante publicação nacional na área de fotografia. Um reconhecimento e tanto, fruto da sua dedicação e comprometimento.
Em 2008, em nossa edição de número 10, a revista CaseBem já previa este sucesso e abriu espaço para Ana Corrêa mostrar seu talento. E para que vocês possam conhecer um pouco mais a fotógrafa Ana Corrêa e seu trabalho sensível e emocionante, o CaseBem fez esta pequena entrevista. Acompanhem.
CaseBem (CB): Conte um pouco pra gente como começou sua relação com a fotografia. No seu site, você menciona que esse amor despertou no Canadá, quando você morou lá, como foi isso?
Ana Corrêa (AC): Morei no Canadá de 2003 a 2004 e lá no meio da turma de amigos, tinha um pessoal que adorava fotografia. E foi a primeira vez que peguei numa câmera digital. Como viajávamos muito aos finais de semana, podia testar o “brinquedinho” em várias condições de luz e paisagens, e descobri que se eu tirasse o flash, a foto ficava mais amarela. Ou se colocasse a câmera no chão, o ângulo ficava mais bonito. E aquilo deu um “estalo”, porque eu poderia mudar a cena. Poderia controlar a luz. E já, instintivamente, estava fotografando sem eu sequer imaginar que um dia viraria profissão. Quando eu voltei pro Brasil, fiz algumas fotos ainda com a câmera compacta, e uma amiga da família pediu que eu colocasse num restaurante para ajudar na decoração. Deixei um cartão de visitas sem muita pretensão e foi quando as pessoas começaram a me procurar pedindo orçamento para ensaios, festas... Nesse momento, eu resolvi comprar uma câmera semi profissional, fazer um curso básico e ir à luta. Na maior cara de pau mesmo! Como venho da hotelaria, onde sou formada e trabalhei por oito anos, sempre na área de eventos e de casamentos, quando a fotografia surgiu na minha vida eu sabia onde eu queria chegar. A emoção, o clima de romance dos casamentos me conquistou e me deixava completamente encantada.

esquerda: casamento de Elisa e Robson | direita: casamento de Silvia e Thiago
CB: Fotografar um casamento é um grande desafio. Como você se prepara? E qual é o seu objetivo em cada trabalho?
AC: É um grande desafio sim, porque sei como esse dia é importante na vida de todas as mulheres. É o sonho de uma vida inteira e eu tenho nas minhas mãos a responsabilidade de registrar cada momento desse dia único. Para me preparar, eu vejo muitos sites de fotografia de casamento, moda, fotografia publicitária nacionais e internacionais, porque a internet hoje é uma ferramenta maravilhosa. A gente precisa se inspirar todos os dias... E no dia do casamento, eu gosto de ficar bem quietinha no meu canto, como se fosse um ritual para chegar com toda a energia e inspiração na hora de fotografar. Meu objetivo é poder emocionar as pessoas fazendo-as lembrar exatamente de como foi seu casamento. Não gosto de produzir cenas e nem de interferir em praticamente nada durante o tempo que estou fotografando, para que a cobertura fotográfica fique a mais real possível.

Ana em ação - esquerda: casamento de Arla e Igor | direita: casamento de Priscila e Fernando
CB: Qual a importância das reuniões com os noivos antes do grande dia?
AC: É muito importante. Eu tenho contato direto com todas as minhas noivas, e na semana do evento, sempre que possível, eu gosto de fazer uma reunião para verificar os últimos detalhes. Sempre é passado um check list para cada uma, onde elas me dizem todos os detalhes da festa, como, por exemplo, as pessoas que não podem faltar no álbum e a importância que é dada para os principais momentos da cerimônia, para que eu já chegue no casamento com tudo na ponta da língua.
CB: Ter o portifolio selecionado para uma revista respeitada como a iPhotos deve ter sido muito emocionante. Conte um pouco sobre o que você sentiu.
AC: Eu fiquei surpresa. Por estar há pouco tempo no mercado e hoje termos tantos profissionais maravilhosos, eu nunca imaginei que pudesse ser reconhecida numa revista tão renomada assim rapidamente. Mas fiquei muito feliz e muito emocionada.

esquerda: casamento de Silvia e Thiago | direita: making of do casamento de Elisa e Robson
CB: Você sempre menciona com muito carinho a primeira publicação das suas fotos em nossa revista (CaseBem edição 10). Qual a importância desse acontecimento na divulgação do seu trabalho?
AC: Ter o meu primeiro anúncio como profissional na revista CaseBem, no final de 2008, juntamente com um casamento inteiro publicado na sessão de melhores momentos foi uma grande honra. Muita gente ainda não sabe, mas este casamento da Camila e do Samuel, que foi publicado, foi o meu segundo casamento como profissional, e ele é muito especial, pois vem abrindo muitas portas até hoje. Claro, e fruto de muito trabalho, humildade e persistência.


Casamento de Camila e Samuel publicado na edição número 10 da revista CaseBem.
CB: Para encerrar, deixe uma mensagem para nossas noivas.
AC: Só posso dizer que sou uma pessoa muito feliz e abençoada por ter escolhido a melhor profissão do mundo. Hoje acredito que cada pessoa tem uma missão na vida e a minha é de ser fotografa e registrar os mais puros sentimentos das pessoas. O que pode ser mais lindo do que o amor, e todas as coisas boas que ele traz pra gente? E o que me deixa ainda mais feliz é saber que eu emprestei o meu olhar para contar a história da vida das minhas noivas e que elas poderão ver daqui a 10, 20 ou 30 anos e reviver na memória como foi o dia mais lindo da vida delas. Emocionante, né?
Foto de abertura: casamento de Priscila e William
