Viagem

Os Encantos da França: Quarto Capítulo

Antes do inicio do texto No quarto capítulo, Paulo Trevisani trata sobre um dos ingredientes mais deliciosos do mundo todo: o chocolate. Delicie-se: "Olá pessoal, Quando vamos nos deliciar com uma  barra de chocolate ou um  bombom não fazemos idéia da incrível saga que estes maravilhoso ingrediente, o chocolate, percorreu até chegar em nossas mãos. A Europa, especialmente Paris, é um dos lugares onde podemos vislumbrar esta história pelas lojas antiquíssimas ainda em funcionamento e também por uma jornada incrível de conhecimento, a saber,  uma visita ao museu do chocolate! Apo´s primeiro paragrafo Composto por três partes a nossa jornada se inicia nos primórdios deste produto que surgiu na cultura maia há quase  dois mil anos. Aqui  são demonstrados os métodos e as ferramentas antigos,  a importância religiosa e econômica do cacau que era utilizado inclusive como moeda de troca. Naqueles tempos o chocolate era consumido principalmente em ocasiões especiais, geralmente de cunho religioso, e era uma bebida forte e amarga. Fantásticas as reconstituições  desta época que  aqui encontrei. j Na segunda etapa desta jornada,  conta-se a chegada dos europeus, leia-se espanhóis,  o descobrimento do cacau e a sua introdução no velho mundo, onde o açúcar foi aos poucos acrescentado e cuja novidade  foi mudando paladares e costumes das cortes reais e posteriormente de todo o continente. O chocolate mexeu com a cabeça de todos,  religiosos escreviam sobre os efeitos daquele  produto que poderia ser “diabólico” pois mudava o comportamento dos fiéis!  O desenvolvimento das receitas, as primeiras fábricas e lojas, as formas utilizadas, caixas, cartazes, as primeiras receitas,  maquinário, louças utilizadas pela sociedade desenvolvidas especialmente para degustar o chocolate quente, enfim, tratava-se de  um  novo produto,  o “ doce ouro negro”   que  entrava definitivamente na vida de todos, na história da humanidade. Museu do chocolate 051 1 Museu do chocolate 053 1 Museu do Louvre 242 1 A visita se encerra com o chocolate contemporâneo, seu desenvolvimento atual, sua possibilidades salutares,  a cultura e o consagrado lugar na gastronomia que ele alcançou, sabores, texturas, formatos inusitados, numa jornada que  acredito não ter acabado, o chocolate ainda não esgotou a sua capacidade de nos surpreender. Neste mesmo dia, inspirado por esta visita fui até a loja de Patrick Roger, na minha opinião o um dos melhores chocolatiers do mundo. Entrando em sua loja, um incrível e inebriante aroma de chocolate invade nossas percepções, onde pude me encantar mais uma vez com suas incríveis criações. Destaco o gorila de dois metros de altura, todo em  chocolate, fruto da sua mais nova campanha em que, através de seu metiér,  este artista do chocolate chama a atenção para as questões ecológicas. Escrever esta experiência não dá a real abrangência que experiências como estas proporcionam. Mort Rosenblum em seu excelente livro “Chocolate, Uma Saga Agridoce Preta e Branca”  escreveu que se tivesse que escolher um chocolate para levar para uma ilha deserta este seria o francês. Eu faria o mesmo (desculpem-me os belgas e suíços...) O cacau foi  intitulado cientificamente como “Theobroma Cacao”, ou seja, a bebida dos deuses e não poderia receber melhor alcunha. Viva o chocolate! Melhor: Viva o bom chocolate! Rico em  histórias, em sabores, em vida. Nós merecemos!!!! Paulo Trevisani"
Crédito das imagens: Paulo Trevisani

Gostou? Compartilhe:

Deixe seu comentário




Comentários

CaseBem 2012
Desenvolvido por Agente Web e NsDigital